Um espaço destinado aos "meus eus", na verdade um lugar que ela escolheu para que todo mundo leia o que só ela escuta e conhece.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Neves...
Teus lábios se reaproximaram do meu quando eu tinha decidido não falar mais de amor, quando grandes feridas abertas em meu coração jogavam o liquido amargo da dor em todos que buscavam se aproximar, mas com você foi diferente, você soube reaparecer com aquele sorriso moleque, aquelas expressões únicas, “você ta lindo que só a merda”, “meu nego safado” e hoje eu roubo uma expressão de um grande Santo, alterando o seu sentido para as criticas de alguns puritanos, “tarde te amei”, tarde mesmo, hoje tu não me amas mais. Embora eu saiba que nossos encontros terminarão como dois amantes, parece que nós nunca mais teremos a liberdade da racionalidade para nos amar, ontem a paixão prevalecia, hoje prevalece a razão e nessa dicotomia medieval/moderna viveremos os últimos momentos da nossa paixão Neves....
terça-feira, 18 de maio de 2010
Os Valores possuem preço, mas não valor.

A sociedade atual colocou um preço bem definido para caracterizar quem “vale” alguma coisa ou não na estruturação social. Os velhos valores éticos e morais se tornaram caducos, não por causa da sua idade, mas pelo relativismo que foi imposto aos cidadãos na hora de pensar e agir. Esse preço que foi colocado aos valores não consegue se aproximar verdadeiramente do valor que essas “crendices” possuíram no forjamento de uma sociedade que se preocupava com o coletivo e que era capaz de doar até a vida em prol de um ideal. Não quero aqui fazer uma defesa a vida a moda antiga, um vida marcada por praticas que ainda são veneradas pelos mais velhos... Ah! Mas como seria bom ouvir alguns “bons dias”, “boas tardes”, “cons licenças”, “brigados”, ou melhor, obrigados, mas sem que para isso fossemos obrigados a sentir vergonha, medo da resposta do outro. E hoje eu percebo que a criança já não acha a vida tão mais bonita, o poeta já não canta que não tem medo de viver e ser feliz, o BASTA dos sonhos nos fez mais limitados do que somos, a descrença no Divino cortou as nossas asas e a busca pelo preenchimento criou grandes redes de tráfico de drogas, pessoas, cérebros e as vezes diria que até alma. A prosperidade financeira virou base até para pregação apostólica de uma doutrina que sempre se baseou na pobreza, ou como não lembrar que o Deus desses “neoapostolos” não tinha nem onde nascer, sem casa, comida, “carro do ano”, “roupas de maca” levou a vida a pregar um sentimento maior, ao qual chamava de amor. Não sei para onde essa sociedade caminha, alguns dizem que é para seu fim, mas que fim é esse? Quero apenas acreditar que o amor um dia será reencontrado e então todos irão entender que não se professa medo às autoridades, mas sim respeito aos outros para a transposição da barreira da exclusão e da miséria
terça-feira, 11 de maio de 2010
Cuide do bêbado.
Não se trata um bêbado com descaso, porque não sabes o que levou o mesmo a se jogar no mar terrível do álcool naquele momento, não sabes o que foi capaz de retirá-lo da “normalidade” e querer por alguns minutos sentir o prazer de se sentir solto dessa coerção social que vive todo ser humano. O cheiro dessa “liberdade” é meio difícil de convivência, mas é tão mais passageiro do que a mesma. Acolhe o boêmio e terás um grande companheiro na sobriedade.Viagem.
Hoje eu tomei a grande decisão de me mudar, coloquei todo o dinheiro que eu possuo no bolso da minha carteira, me despedi com um até logo das pessoas que me rodeavam e resolvi pegar o primeiro trem que parasse na estação rumo ao planeta mais distante desse mundo insano que é habitado por animais tão nojentos, aos quais costumamos chamar de seres humanos. Cheguei ao máximo da minha capacidade de convivência, sentir que preciso logo fazer a viagem que fez o Pequeno Príncipe depois de receber sua mordida com sabor de passagem daquela serpente do deserto, sinto que aqueles que pensei um dia cativar se tornaram apenas lembranças dolorosas de um passado que não sente nenhuma vontade de voltar e que a melhor forma de encontrar a felicidade passa pela lógica de reencontrar a minha rosa que eu deixei perdida em algum planeta que lá eu era chamado de príncipe. As espadas que transpassaram e transpassam até hoje minha alma nunca foram anunciadas por profeta algum, apenas acontecem e deixam a cada dia marcas tão mais profundas que não sei até quando eu suporto. Teu colo de um ano atrás é impossível de se repetir, apenas me cabe sonhar com uma nova tragédia onde por momentos raros, o trem terá que parar e permitir que eu desça para comprar algumas coisas e conhecer novas pessoas... Mas acabei de lembrar que essa viagem é melhor se for solitária, deixo apenas a certeza que o mais difícil de que tomar a decisão foi comprar a passagem, a despedida solitária e o aceno do acaso foram as únicas responsáveis para “filmar” esse meu momento. Aos que vão ficar desejo que não tomem um exemplo de um homem sonhador para viver e aos que vou encontrar principalmente a minha rosa, não te atormentes mais porque estou levando uma companhia para que tu possas me ajudar a destruí-la, o nome dela nesse mundo insano é medo.
sábado, 8 de maio de 2010
Celebrarei até o último minuto o teu dia, estranho quando o sonho nos fala tão forte, saímos dele como se fosse uma verdadeira conversa, uma certeza de que existe alguém que usa de diversas formas para dizer o que a cada passo na vida é verdadeiramente mais importante. Somos seres que amamos enxergar o que é sofrimento, apagamos de uma hora para a outra toda forma de felicidade que vivemos juntos e num simples ato de bloqueio, ou por vezes exclusão, tiramos pessoas das nossas listas de relacionamentos, queria aprender como para você é fácil apagar o que passou, como ta sendo fácil tratar os outros como animais, até parece que esse todo tempo você estava num presídio e que depois da tua liberdade a melhor coisa é apagar tudo que viveste. Ingênua! Ainda não aprendeste que cavas um próprio abismo, que estais dando as costas para as pessoas que foram capazes de se rasgar por você, que te tiraram de um mundo pequeno e te lançaram a contemplar um mundo melhor.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Futuros Amantes
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vãoTentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vãoTentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
Samba do grande amor

Tinha cá pra mim
Que agora simEu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assimDe trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em SalvadorFui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa atéPra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amorMentira
Teu SIM, meu NÃO.
Teu SIM, meu NÃO.
Grande foi a expectativa para o anuncio do Senador Jarbas Vasconcelos sobre a sua provável candidatura ao governo de Pernambuco, enfim as dúvidas se esvaziaram e temos a certeza que ao contrário do que sinaliza a eleição para Presidente, a de governador vai ser marcada por uma enorme rivalidade, um verdadeiro clássico dos clássicos, um “reencontro” das bases do PSB como os eternos Jarbistas. Reencontro esse que pelo que apresenta o próprio Senador, vai ser marcado, pelo lado da oposição, por ataques infundados e com propostas que Pernambuco pode mais, pode sim e nós podemos contemplar isso nos últimos quatro anos, deixamos de ser um estado do passado, e nos tornamos um estado do futuro. O verdadeiro sentimento revolucionário que marcou a história do nosso estado, levou milhares de pessoas as ruas no ano de 2006 para cantar em alto e bom som que a injustiça dói. Não será diferente esse ano, cantaremos agora que o retrocesso dói, não aceitaremos ver esses anos de trabalho serem enterrados por uma união de coronéis que sempre usaram os cacetetes para calar a voz da sociedade.
A resposta ao teu Sim: nosso NÃO . +4
Grande foi a expectativa para o anuncio do Senador Jarbas Vasconcelos sobre a sua provável candidatura ao governo de Pernambuco, enfim as dúvidas se esvaziaram e temos a certeza que ao contrário do que sinaliza a eleição para Presidente, a de governador vai ser marcada por uma enorme rivalidade, um verdadeiro clássico dos clássicos, um “reencontro” das bases do PSB como os eternos Jarbistas. Reencontro esse que pelo que apresenta o próprio Senador, vai ser marcado, pelo lado da oposição, por ataques infundados e com propostas que Pernambuco pode mais, pode sim e nós podemos contemplar isso nos últimos quatro anos, deixamos de ser um estado do passado, e nos tornamos um estado do futuro. O verdadeiro sentimento revolucionário que marcou a história do nosso estado, levou milhares de pessoas as ruas no ano de 2006 para cantar em alto e bom som que a injustiça dói. Não será diferente esse ano, cantaremos agora que o retrocesso dói, não aceitaremos ver esses anos de trabalho serem enterrados por uma união de coronéis que sempre usaram os cacetetes para calar a voz da sociedade.
A resposta ao teu Sim: nosso NÃO . +4
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Minha amada solidão.
“Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia...”.(Friedrich Nietzsche)
Um dos mitos mais venerados na sociedade atual é o da solidão, somos seres condenados a esse momento que junto com o medo consegue nos paralisar. Momentos que mesmo ciente da sua lei do eterno retorno não nos encontra apto a recebê-los e com eles tomarmos um café e falarmos como tinha sido a vida até esse reencontro. O mais doloroso da solidão se apresenta na frase que antecipa esse texto, não é a falta de uma pessoa que foi embora sem o interesse real de ir, que pelos acasos da vida teve que transformar os abraços contínuos em abraços de despedidas, mas é a falta daquela que ofereceu uma verdadeira presença, uma certeza de companhia eterna e de uma hora para outra te apresenta o ADEUS como se fosse uma palavra simples de pronuncia e principalmente de aceitamento. Quero viver minha solidão como a experiência de Cristo no deserto, saber que esses momentos nos levam a perceber a própria presença de Deus, como nos falou um dia um Santo Católico: “Meus momentos prediletos: solidão, solidão Mas sempre convosco, Jesus, Senhor!”. Ter a certeza que ela é importante para mim e que só ela me leva a compreender aquilo que eu sou e também o que Deus quer de mim. Abraços a todos.

Esse ano vai ser marcado por mais um processo eleitoral para cargos de Presidente, Governadores, Senadores e Deputados Estaduais e Federais, mas a grande peculiaridade se apresenta ao analisar os personagens principais que visam a Presidência da Republica. Depois de duas eleições marcadas pelo carisma de um candidato que amava está do lado do povo, pelo menos parecia, com seus sorrisos largos e seu jeito simples de ser, vemos agora duas pessoas “sérias” que buscam uma produção para se transformar de uma hora para outra e parecer um pouco, um pouco mesmo, com aquele ex-comunista que se manteve tão bem no poder tendo apoio de homens como Sarney, Collor, Maluf e tantos outros. 2010 é o ano de Dilma ou Serra?(são esses os prováveis presidentes) ou será daquele que mais distribuir sorrisos? Que pré-campanha “feia” é essa? São perguntas que não saem dos botecos, principalmente do conterrâneo, e não encontram tantas respostas assim, acho que o Datafolha deveria fazer uma pesquisa para saber quem rir mais, Serra ou Dilma? Ou quem assusta mais as criancinhas? Já que elas vão ter que crescer vendo a imagem de uma dessas pessoas todos os dias na mídia. De um lado a candidata do Lula do outro o Serra dos evangélicos, o processo eleitoral de 2010 parece que vai se apresentar mais frio do que os dois últimos processos, parece que a militância ainda não se identificou com esses dois ex-militantes dos movimentos sociais que se burocratizaram e pareciam ter tomado caminhos diferentes, mas que percebemos que são tão parecidos nos medos que sentem dos fantasmas do passado que tiveram que ser traídos para que hoje eles pudessem já serem chamados presidente.
quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
É so a primeira.
Hoje o dia se apresenta como em grande metamorfose, essas transformações rápidas e drásticas me fizeram refletir sobre a arte da vida. A chuva que nos apresentou um novo dia deu lugar a um sol lutador que não quer deixar de apresentar seu brilho nessa manhã de maio. Às vezes me perco a imaginar que lógica maravilhosa o Bom Deus nos concedeu, essa certeza que rupturas drásticas transformarão a chuva intensa num sol brilhante capaz de ofuscar nossa visão como se estivéssemos diante de Deus e a impossibilidade de contemplar sua face, só por causa da nossa limitação, nos levasse apenas a sentir a beleza existente. Essa é a minha primeira postagem nesse lugar que escolhi para “vomitar” sentimentos, momentos, analises de conjunturas políticas e sociais e principalmente muitas besteiras. Um abraço a todos e até a próxima.
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