“Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia...”.(Friedrich Nietzsche)
Um dos mitos mais venerados na sociedade atual é o da solidão, somos seres condenados a esse momento que junto com o medo consegue nos paralisar. Momentos que mesmo ciente da sua lei do eterno retorno não nos encontra apto a recebê-los e com eles tomarmos um café e falarmos como tinha sido a vida até esse reencontro. O mais doloroso da solidão se apresenta na frase que antecipa esse texto, não é a falta de uma pessoa que foi embora sem o interesse real de ir, que pelos acasos da vida teve que transformar os abraços contínuos em abraços de despedidas, mas é a falta daquela que ofereceu uma verdadeira presença, uma certeza de companhia eterna e de uma hora para outra te apresenta o ADEUS como se fosse uma palavra simples de pronuncia e principalmente de aceitamento. Quero viver minha solidão como a experiência de Cristo no deserto, saber que esses momentos nos levam a perceber a própria presença de Deus, como nos falou um dia um Santo Católico: “Meus momentos prediletos: solidão, solidão Mas sempre convosco, Jesus, Senhor!”. Ter a certeza que ela é importante para mim e que só ela me leva a compreender aquilo que eu sou e também o que Deus quer de mim. Abraços a todos.
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