
A sociedade atual colocou um preço bem definido para caracterizar quem “vale” alguma coisa ou não na estruturação social. Os velhos valores éticos e morais se tornaram caducos, não por causa da sua idade, mas pelo relativismo que foi imposto aos cidadãos na hora de pensar e agir. Esse preço que foi colocado aos valores não consegue se aproximar verdadeiramente do valor que essas “crendices” possuíram no forjamento de uma sociedade que se preocupava com o coletivo e que era capaz de doar até a vida em prol de um ideal. Não quero aqui fazer uma defesa a vida a moda antiga, um vida marcada por praticas que ainda são veneradas pelos mais velhos... Ah! Mas como seria bom ouvir alguns “bons dias”, “boas tardes”, “cons licenças”, “brigados”, ou melhor, obrigados, mas sem que para isso fossemos obrigados a sentir vergonha, medo da resposta do outro. E hoje eu percebo que a criança já não acha a vida tão mais bonita, o poeta já não canta que não tem medo de viver e ser feliz, o BASTA dos sonhos nos fez mais limitados do que somos, a descrença no Divino cortou as nossas asas e a busca pelo preenchimento criou grandes redes de tráfico de drogas, pessoas, cérebros e as vezes diria que até alma. A prosperidade financeira virou base até para pregação apostólica de uma doutrina que sempre se baseou na pobreza, ou como não lembrar que o Deus desses “neoapostolos” não tinha nem onde nascer, sem casa, comida, “carro do ano”, “roupas de maca” levou a vida a pregar um sentimento maior, ao qual chamava de amor. Não sei para onde essa sociedade caminha, alguns dizem que é para seu fim, mas que fim é esse? Quero apenas acreditar que o amor um dia será reencontrado e então todos irão entender que não se professa medo às autoridades, mas sim respeito aos outros para a transposição da barreira da exclusão e da miséria
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