terça-feira, 11 de maio de 2010

Viagem.

Hoje eu tomei a grande decisão de me mudar, coloquei todo o dinheiro que eu possuo no bolso da minha carteira, me despedi com um até logo das pessoas que me rodeavam e resolvi pegar o primeiro trem que parasse na estação rumo ao planeta mais distante desse mundo insano que é habitado por animais tão nojentos, aos quais costumamos chamar de seres humanos. Cheguei ao máximo da minha capacidade de convivência, sentir que preciso logo fazer a viagem que fez o Pequeno Príncipe depois de receber sua mordida com sabor de passagem daquela serpente do deserto, sinto que aqueles que pensei um dia cativar se tornaram apenas lembranças dolorosas de um passado que não sente nenhuma vontade de voltar e que a melhor forma de encontrar a felicidade passa pela lógica de reencontrar a minha rosa que eu deixei perdida em algum planeta que lá eu era chamado de príncipe. As espadas que transpassaram e transpassam até hoje minha alma nunca foram anunciadas por profeta algum, apenas acontecem e deixam a cada dia marcas tão mais profundas que não sei até quando eu suporto. Teu colo de um ano atrás é impossível de se repetir, apenas me cabe sonhar com uma nova tragédia onde por momentos raros, o trem terá que parar e permitir que eu desça para comprar algumas coisas e conhecer novas pessoas... Mas acabei de lembrar que essa viagem é melhor se for solitária, deixo apenas a certeza que o mais difícil de que tomar a decisão foi comprar a passagem, a despedida solitária e o aceno do acaso foram as únicas responsáveis para “filmar” esse meu momento. Aos que vão ficar desejo que não tomem um exemplo de um homem sonhador para viver e aos que vou encontrar principalmente a minha rosa, não te atormentes mais porque estou levando uma companhia para que tu possas me ajudar a destruí-la, o nome dela nesse mundo insano é medo.

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