quinta-feira, 17 de junho de 2010

A rotina venceu, a vida perdeu e o sol essa semana não apareceu.

A cada mínima caminhada que consigo fazer nos poucos minutos que me sobram, ou melhor, que unem um compromisso ao outro, percebo que existe uma lei outorgada que nos proíbe de viver. A nossa vida virou propriedade de certa rotina e atentar contra a mesma se caracteriza como pecado mortal. A crença Neoliberal se enraizou de uma forma tão profunda nessa sociedade que tudo que temos e somos parece que bebe da lógica do mercado, até aquilo que se caracterizava como divino tem um preço bem definido hoje, compramos roupas, carros, mulheres, amigos, sonhos e as “bênçãos dos céus”. Tudo, tudo mesmo pode ser comprado e se não gostarmos do produto, às vezes temos a chance de devolver. Como é bom ter seres superiores a nossa comodidade, para isso só basta irmos de uma religião pra outra, que bom também ter uma companhia que não dure mais que os momentos de prazeres e depois vai embora à espera de mais um contato nosso para voltar. Que merda de mundo é esse, não nos respeitamos mais, bastamos a nós mesmos e pronto. Amigos não se reúnem mais nas mesas dos bares para sonhar com um mundo melhor. Namorados não andam em parques, praças e praias mostrando para o mundo como é bom ter alguém. Nossos jovens se destroem em drogas apelidadas de neve, massa, nervosa e sucesso. Tudo que era ideologia caiu na rotina e o sol que apresentava com sua rotina a esperança de algo novo, perdeu nessa semana a luta para chuva, mas acredito que ele logo aparecera e fará da sua rotina um jeito lindo de nos tirar da nossa.

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